Viajar barato para África do Sul (relato de viagem)










A vista da Table Mountain na Cidade do Cabo

Minha vontade de ir pra África do Sul é antiga, de bem antes da Copa do Mundo de 2012, que foi quando o país ganhou uma estrutura de turismo mais robusta e a atenção de viajantes do mundo todo. Com o evento, contudo, minha vontade só aumentou!

Passagem e preparativos

Praia na Cidade do Cabo

Há um tempo estava acompanhando as passagens para lá e percebi que elas finalmente tinham atingindo um mínimo quase que histórico. Não pensei duas vezes e comprei! Viajaria de São Paulo direto para Joanesburgo.

Consegui 10 dias de férias e decidi ir sozinho. Já havia tido algumas experiências viajando sozinho antes, mas nenhuma foi como essa. Foram dias super especiais, conhecendo pessoas incríveis, que, com certeza, foram responsáveis por fazer essa viagem ser ainda mais especial.

Pinguins em Bolders Beach

Os preparativos foram bem simples. A África do Sul não exige visto para brasileiros que vão ficar até 90 dias no país. Cartão internacional comprovando vacinação contra febre amarela eu já tinha. O meu foi tirado em 2007 e indica uma validade de 10 anos. Contudo, as novas regras da Organização Mundial de Saúde eliminaram essa restrição da validade e o cartão agora é vitalício. Levei dólares, como sempre tenho costume de fazer, devido à facilidade de trocar a moeda por aí. Há algumas casas de câmbio que trocam reais, mas a cotação costuma ser menos favorável.

Loja de arte sul africana

Não passei muito frio, é uma época de clima bem agradável. Para o safári, segui a indicação da guia que intermediou a compra do meu pacote e levei uma calça de nylon, botas, repelente e um chapéu, que acabei não usando. Ah! A recomendação para o safári é que as roupas sejam discretas e de cores claras! Levei ainda toalha, já que ficaria em albergues. Em agosto a água do mar é gelada e venta muito à beira-mar, então desencanei de levar roupa de praia.

Decidindo o roteiro

Frutos do mar na Cidade do Cabo

A princípio, fazia questão de fazer um safári e conhecer a Cidade do Cabo. Por estar viajando sozinho, alugar carro, que é uma opção muito comum e até recomendada para grupos e família, acabou ficando caro para mim. Por ter apenas 10 dias também, julguei que seria muito corrido se decidisse incluir mais destinos no roteiro. Depois que voltei, fiquei com gostinho de quero mais e com vontade de viver outras experiências no país, que não pude, pela falta de tempo. Na minha lista ainda estão dirigir pela Garden Route, ou Rota dos Jardins, pular do maior bungee jump de ponte do mundo (!) e nadar com tubarões. Só espero continuar com a coragem!

Com isso em mente, meu primeiro passo foi fechar o safári, que eu sabia que seria a parte mais cara da viagem. Como já cheguei em Joanesburgo, aproveitei para me deslocar até o Parque Kruger, quase na fronteira com Moçambique, um dos maiores de toda a África. Vou contar tudo sobre o safári em um post aqui no blog depois! Optei por sair bem cedo no dia seguinte da minha chegada e fazer o pacote de três dias e duas noites.

Safári no Kruger Park

Assim, tive apenas duas tardes em Joanesburgo. Muitas pessoas não recomendam mais de um dia na cidade, mas, mesmo assim, achei pouco para conhecer a cidade. No dia seguinte da minha volta do safári, peguei um voo para a Cidade do Cabo, onde fiquei por quatro noites, até meu retorno ao Brasil.

Na linda Cape Town consegui ainda fazer uma pequena day trip para Cape Point e para o Cabo da Boa Esperança, parando em algumas cidadezinhas no caminho, graças à amizade que fiz com uma alemã que estava no mesmo hostel que eu, com quem consegui dividir um carro por um dia.

Um arrependimento…

O famoso Waterfront

Meu único arrependimento da viagem foi não ter ficado mais dias! A África do Sul é um país surpreendente! E minha experiência viajando sozinho não poderia ter sido melhor. O melhor de tudo? Meus gastos ficaram abaixo do meu orçamento!

Vou contar mais detalhes da viagem nos próximos posts! O que você quer saber?