Viajar barato para a África do Sul: Safári no Kruger Park (relato de viagem – parte 3)










Tão perto!

Não tem como pensar em África e não pensar em safári. A aventura de andar pela savana a procura de animais selvagens, na expectativa de ver leões, elefantes e girafas em seu habitat natural! Por isso fiz questão de incluir essa experiência no meu roteiro e conto um pouquinho aqui! Outras partes da viagem à África do Sul eu já contei aqui e aqui, corre lá!

Escolhendo o pacote

Olha quem visitava o acampamento todos os dias!

Saí do Brasil com o safári já reservado e pago. O plano era já sair no dia seguinte da minha chegada em Joanesburgo para o local do safári, que escolhi como o Kruger Park. É muito comum para muitos turistas usarem Joanesburgo como base, já que é um dos maiores aeroportos próximos ao parque.

O pacote eu reservei todo pelo safari.com. Pesquisei várias empresas pela internet e acabei optando por essa por perceber um melhor custo benefício, por ter encontrado mais comentários positivos pela internet e por ter achado o atendimento deles o melhor e mais atencioso. Pedi por opções de “safári econômico” e eles me ofereceram algumas tanto no Kruger Park, como em Private Reserves. Optei pelo parque por achá-lo mais tradicional, mas há relatos de pessoas que tiveram excelentes experiências em reservas privadas, que, muitas vezes, podem oferecer uma estrutura surpreendente e até luxuosa.

A estrutura do acampamento surpreendeu positivamente

Para chegar ao Kruger, há a opção de voar até um aeroporto próximo, alugar um carro por conta própria, ou incluir esse translado no pacote do safári. Escolhi essa ultima, e o pessoal me buscou no próprio albergue que estava hospedado em Joanesburgo. Optei por ficar num acampamento dentro do próprio Kruger, o Pretoriuskop. Pra não encarecer demais, escolhi uma tenda e fiquei positivamente impressionado com o nível de conforto. Há tomadas, ventilador, luzes e itens para banho.

O que estava incluído

Um dos passeios de fim de tarde

Escolhi o safári de três dias e duas noites. O meu pacote incluía a acomodação em barraca individual, café da manhã e jantar, e duas saídas por dia pelo parque, além do translado de Joanesburgo ao Kruger, que levou cerca de 5 horas. Assim, tive um passeio noturno no dia da chegada e três outros “game drives” pelo parque, que são como são chamadas as saídas para a savana. Eram nessas saídas que tínhamos a possibilidade de avistar os animais em seus habitats naturais. Alguns são mais fáceis de serem avistados, como elefantes e zebras, mas outros, como o leopardo, só conseguimos ver no último dia!

A experiência

Era bem cedo, por isso a cara de sono!

Chegando no acompanhamento fiquei conhecendo os outros viajantes que também estariam ali durante os próximos três dias para os passeios. Apesar de ter reservado uma tenda individual, as refeições e passeios eram feitas com o grupo. Tinha um pessoal da Inglaterra, Argentina e Dinamarca, além do nosso guia sul africano. Foi bem legal viver as trocas de pessoas tão diferente durante essa experiência!

Para o primeiro passeio, a gente acordava ainda escuro e saía com o sol raiando, depois de tomar um café e comer uns biscoitinhos, só pra forrar o estômago (o café da manhã mesmo era na volta). Segundo o guia, essa é a melhor hora para avistar os animais. O grande objetivo de todo mundo no safári é ver os “big five“, ou os cinco grandes. São eles: elefante, rinoceronte, búfalo, leão e leopardo. São popularmente conhecidos por serem os animais mais difíceis de se caçar, mas, com a crescente proibição de caça devido a ameaças de extinção, esse termo passou a ser usado pelas agências de turismo para vender os pacotes de safári. É bem legal ter a meta de ver os cinco ao final do safári: a gente acaba vibrando a cada um que avistamos. Por sorte, consegui: no último dia ainda faltava o leopardo. Quando avistamos um, foi uma festa só! Contudo, é importante ter em mente que há muitos outros animais a serem vistos, e vários ainda mais difíceis de serem apreciados que os big five: pássaros, hipopótamos, zebras, antílopes, hienas girafas, só pra mencionar alguns.

Companheiros de safári!

Na volta do primeiro passeio tomamos café da manhã e descansamos até a saída da parte da tarde. Esse tempo do final da manhã e início da tarde é livre. Dá para passear pelo acampamento ou relaxar na barraca. No local há uma lojinha onde é possível comprar souvenirs e lanches de todo tipo, além de um restaurante no estilo fast food. À noite, todos que estão acampados se reúnem para jantar, com direito a entrada, sobremesa e vinho à vontade.

Os custos

Refeições de alto nível incluídas

O safári certamente foi a parte mais cara da viagem, mas a experiência única e o conforto valeram a pena! É comum que isso aconteça, pois há muitos custos a serem considerados: translado até o local do safári, hospedagem, taxas de entrada no parque, alimentação, guias e passeios pela savana… A opção que escolhi ficou em 6490 rands, ou 450 dólares. Achei bem justo pelo que foi oferecido e me surpreendi com os detalhes preparados para os participantes, como as refeições e itens de banheiro. Vale ressaltar que a mesma agência havia me oferecido um pacote com a mesma duração por 840 dólares, quase o dobro do preço, em uma reserva privada, com diferenças como banheiro individual, acomodações mais espaçosas, etc. Recomendo pesquisar bem e entender o que cada pacote oferece.

O guia complementa os passeios com várias informações sobre os animais e sobre o próprio parque.

Uma experiência realmente única! Ao final do terceiro dia, após o passeio da manhã, a van aparece novamente para me buscar e levar à Joanesburgo. No dia seguinte já seria meu voo para a Cidade do Cabo. A cidade é surpreendente e os detalhes conto na próxima postagem!

E você? Pronto para essa aventura?