Viajar barato para a África do Sul (relato de viagem – parte 2)










Entrada do Museu do Apartheid, em Joanesburgo

Minha viagem pela África do Sul começou! Para ver a primeira parte, clique aqui! Meu primeiro dia no país foi uma passada rápida por Joanesburgo, com visita ao Museu do Apartheid. Um pouco de arte e cafés descolados e um gostinho de história.

Chegando em Joanesburgo e primeiro dia

Passeio por Maboneng, bairro descolado de Jo’burg

Minha viagem para a África do Sul começou em Joanesburgo. Meu voo foi de São Paulo direto para a cidade sul africana. Li e reli muitas opiniões sobre Jo’burg e optei por não ficar muito tempo na cidade. É uma cidade um tanto caótica e pode assustar num primeiro momento. A verdade é que não há muitos atrativos para turistas. Há lojas e restaurantes e passeios mais urbanos, o que faz com que se assemelhe muito com São Paulo. Contudo, a sensação de segurança não é grande e acaba por afugentar os visitantes.

Cheguei pela manhã na cidade. Do Brasil, reservei um shuttle com o pessoal do hostel mesmo, a partir do aeroporto. Meu voo de São Paulo acabou atrasando e fiquei preocupado se o pessoal ainda estaria me esperando. Por sorte, consegui mandar um e-mail avisando que atrasaria algumas horas e acabou dando tudo certo. Ao desembarcar, estavam com uma plaquinha me esperando.

Recomendo bastante essa opção. Como não existe transporte fácil do aeroporto até o centro da cidade, achei que valia a pena gastar um pouco a mais pela tranquilidade de chegar rápido e em segurança ao hostel. Paguei 300 rands, o que dá cerca de 80 reais, mas tenho certeza que devem haver opções mais em conta. Sempre negociem!

Área comum do albergue

Em Jo’burg reservei o Curiocity Backpackers por duas noites: uma na chegada e uma na volta do safári. Recomendo: simples, sem frescuras, mas bem limpo e com funcionários super simpáticos.

Armários ao lado da cama para guardar nossas coisas

Reservei um dormitório compartilhado, mas com armário para guardar as coisas. Depois de me aclimatar, sai para almoçar em um food truck de comida grega chamado Soul Souvlaki, a poucos quarteirões dali. Aprovado!

Almoço com inspirações gregas

Sendo assim, tive apenas um dia e meio para passear na cidade. Claro que ficaram várias coisas de fora, mas fiquei satisfeito em ter conseguido tempo para visitar o museu do Apartheid, que era o que eu mais queria ver por lá. O albergue faz o estilo “party hostel”: à noite junta uma galerinha no bar que tem na entrada e colocam uma música um pouco mais alta. A boa notícia é que tudo acaba antes das 22h00, pra todos poderem dormir sem problemas. Ele fica em um bairro chamado Maboneng, que recentemente vem passando por um movimento de renovação. É o bairro hipster da cidade, com vários cafés legais, lojinhas e galerias de arte. Vale a pena se perder pelas suas ruas: o bairro é pequeno e conta com seguranças a cada quarteirão, justamente para manter o status de turístico.

Galeria de arte em Maboneng

De lá pedi um Uber até o museu do Apartheid onde passei a tarde. Ele fica um pouco afastado do centro. Aliás, Uber vai ser seu melhor amigo em Joanesburgo e nas outras cidades da África do Sul: corridas baratas e seguras. O app funciona normalmente se você já tem cadastro dele no Brasil, só abrir e pedir seu carro. Lembrar apenas de desbloquear o cartão cadastrado nele para uso no exterior!

Museu do Apartheid

Entrada do museu

O Museu do Apartheid é longo, mas muito interessante! Se você se envolver mesmo na exposição, você gasta fácil três horas por lá, assim como eu. Na entrada pegue um guia que mostra duas sugestões de trajeto: uma com os pontos altos e outra mais aprofundada e avalie qual você gostaria de fazer. O ingresso foi 95 rands, ou cerca de 25 reais. Nele, cada pessoa recebe uma classificação aleatória entre whites (brancos) e non-whites (não brancos), que deve ser seguida no momento de passar pelas portas do museu: já para ir entendendo um pouco sobre como era o sistema de segregação racial que ocorria no país. Quando fui, estava tendo ainda uma exposição sobre o centenário de Nelson Mandela. A experiência no museu vai de cada um, mas uma coisa é certa: não tem como não ficar impressionado sobre a história de luta desse país e sobre a crueldade desse sistema de desigualdades.

Somos todos iguais

Na saída do museu tem uma lojinha e um café, como de costume. Como estava sem internet para o Uber, pedi para o pessoal que estava na portaria para pedirem um táxi para mim. Deu tudo certo. De volta ao hostel aproveitei para descansar e saí para comer um lanche rápido em um restaurante próximo.

Meu segundo dia começaria cedo: seria o início do safári, que eu contarei no próximo post!

Alguém já foi para Joanesburgo? Alguma dica imperdível?